CLUBE DO LIVRO REALIZA DEBATE SOBRE OBRA DE MARILENE FELINTO NA UFMA

O professor do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), especialista em História do Brasil e mestrando em Economia da Cultura, Wesley Sousa realiza mais uma edição do Clube do Livro, um espaço de formação e diálogo, que ao longo de um ano vem aproximando leitores e estimulando reflexões críticas a partir de obras literárias.

“A gente lê, mas principalmente escuta. O clube virou um espaço onde as pessoas se reconhecem nas histórias e conseguem falar sobre o que sentem e vivem”, destaca.

Nesta edição, marcada para a próxima quinta-feira (26), às 19h, no Auditório Setorial do Centro de Ciências Sociais (CCSO), da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), o encontro se debruça sobre o livro Mulheres de Tijucopapo, da jornalista e escritora Marilene Felinto, trazendo para o centro do debate questões ligadas às vivências femininas, identidade e resistência.

O debate sobre a obra, Prêmio Jabuti (1983), contará com a participação de Ana Terra, carioca, estudante de Psicologia, atriz e comunicadora digital, que utiliza as redes sociais como espaço de debate social. Sua atuação une arte e reflexão, ampliando o diálogo com o público e trazendo novas perspectivas para a conversa.

A ideia é reunir estudantes, leitores e interessados em uma noite dedicada à literatura e ao pensamento crítico reunindo pessoas interessadas em conversar sobre literatura, sociedade e as experiências que atravessam o cotidiano.

“Quando a gente traz essas vozes, principalmente de mulheres, a conversa ganha outras camadas. A literatura abre espaço para a gente se enxergar e também olhar o outro com mais cuidado”, afirma.

Em parceria com o Centro Acadêmico I de Maio (CAIM), do curso de Direito da UFMA, e com o Grupo de Pesquisa e Extensão em Direitos Humanos e Literatura da UNDB, o encontro fortalece o diálogo entre universidade, cultura e sociedade, consolidando o Clube do Livro como um espaço de escuta, troca e construção coletiva.

Entre os convidados, também participa a escritora maranhense Eli Galvão, integrante da coletânea Escrita que liberta (2025), autora do texto “Tudo que eu não disse”.

SAIBA MAIS

A AUTORA: MARILENE FELINTO

Marilene Felinto nasceu em Recife, em 1957, foi criada em São Paulo e é formada em Letras pela USP. Seu primeiro romance, As mulheres de Tijucopapo, lhe rendeu o Prêmio Jabuti de Autor Revelação (1983) e o prêmio de melhor romance inédito da União Brasileira de Escritores (1982) e foi traduzido para o inglês, o francês, o holandês e o catalão. Felinto tem outros romances publicados, coletâneas de contos e ensaios diversos, entre eles: Autobiografia de uma escrita de ficção, ou Porque as crianças brincam e os escritores escrevem (ed. de autora, 2019); Fama e infâmia: uma crítica ao jornalismo brasileiro (ed. de autora, 2019); Contos reunidos (ed. de autora, 2019); Sinfonia de contos de infância (ed. de autora, 2019); Obsceno Abandono (Record, 2002); Jornalisticamente incorreto (Record, 2000); O lago encantado de Grongonzo (Imago, 1992); Outros heróis e este Graciliano (Brasiliense, 1983). É também tradutora do inglês (Edgar Allan Poe, Virginia Woolf, Ralph Ellison, Tom Wolfe, Richard Burton, entre outros). Foi escritora convidada da Universidade da Califórnia, Berkeley (Estados Unidos, 1992), da Haus der Kulturen der Welt (Alemanha, 1994), do Ministério da Cultura da França (1998), da Universidade de Utrecht (Holanda, 2012) e da Universidade de Coimbra (Portugal). Atuou em órgãos de imprensa, como a Folha de S. Paulo e a revista Caros Amigos. Foi autora convidada da Feira Literária Internacional de Paraty 2019 (vídeo abaixo) e do Festival de Literatura Latino-Americana 2019, em Houston e San Antonio, nos Estados Unidos.

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