Começa na próxima quarta-feira (12) e vai até sábado (15), a mostra de videoarte 2 Graus do Equador, que reúne obras de 30 artistas que atuam com linguagens audiovisuais, experimentações em vídeo desde a década de 80, fomentando o diálogo entre diferentes poéticas, territórios e perspectivas contemporâneas sobre a imagem em movimento como expressão artística. Com curadoria de Dinho Araújo, Maria Mazzillo e Samantha Moreira, produção de Thadeu Macedo e realização do Chão SLZ, faz referência às coordenadas de São Luís, situada exatamente a 2,5 graus a sul da linha do Equador.
O conjunto de trabalhos propõe um mergulho nas tensões e poéticas que emergem a partir da localização geográfica, climática, política e simbólica de seus territórios de origem, apresentando a produção maranhense com a produção de outras regiões do Brasil.

A mostra traz artistas de diferentes gerações, como precursores da videoarte no Brasil, e artistas que utilizam diferentes processos e tecnologias em trabalhos mais atuais. Alguns nomes como: Cao Guimarães, Lucas Bambozzi, Lia Chaia, Marilá Dardot, Acaique, Tiago Rivaldo,Giselle Beiguelman, Keyla Sankofa, Kadu Vassoler, Guerreiro do Divino Amor, Louise Botkay, Orlando Maneschy, entre outros, Entre os artistas maranhenses, Beto Matuck, Celso Borges, Gê Viana, Murilo Santos, Iagor Peres, Ingrid Barros, Nat Maciel, Pablo Monteiro, Jandir Gonçalves, Zimar e Ramusyo Brasil.
“As primeiras experiências em videoarte no Brasil começaram nas décadas de 1960-70 com artistas que utilizavam equipamentos caseiros de vídeo a fim de buscar novos suportes de produção e expressão artística. De lá para cá os recursos tecnológicos e as mídias digitais se desenvolveram de tal forma que a presença da imagem em movimento no nosso cotidiano cabe literalmente na palma das mãos, nos aparelhos celulares, tão presentes no dia-a-dia contemporâneo”, diz Maria Mazzillo, uma das curadoras da mostra.

“Se por um lado o meio digital facilitou o acesso à produção de conteúdo audiovisual, por outro o excesso de imagem audiovisual pode ter o efeito de esvaziamento de sentido sobre as informações que chegam até nós. Muito se produz, mas pouco se extrai dos conteúdos apresentados”, complementa Dinho Araujo, também curador do projeto.
A mostra acontece durante quatro dias no Chão SLZ, com uma exposição no espaço, programação noturna de vídeos, exibições públicas e duas rodas de conversa, que acontecerão após as sessões noturnas, marcadas para às 19h. Serão dois encontros, o primeiro na abertura dia 12, com mestre Zimar e Herbert Nunes, do Bumba Boi Flor de Matinha; e o segundo encontro dia 14 com participação da artista carioca Celina Portella.
“A mostra visa promover a reflexão e o debate acerca das linguagens audiovisuais e sua produção contemporânea. O cruzamento das linguagens cinematográficas e de videoarte, a fim de produzir novas perspectivas sobre o campo da arte que se refere às imagens em movimento”, afirma Samantha Moreira, sobre o que buscam os curadores.
AGENDA
O quê? Mostra de Videoarte 2 GRAUS DO EQUADOR
Quando? de 12 a 15 de novembro, das 14h às 22h
Onde? Chão SLZ – Rua do Giz, 167 – Centro – São Luís
Preço: o evento é totalmente gratuito e aberto ao público, das 14h às 22h. Mais informações sobre a programação podem ser conferidas nos perfis oficiais do Chão SLZ nas redes sociais.
2 Graus do Equador é um projeto realizado com financiamento do Ministério da Cultura (Governo Federal) pela Lei Paulo Gustavo – Edital Mais Festivais e Mostras – Estado do Maranhão.
Artistas:
Ana Costa Ribeiro e Tatiana Gentile, André Vargas, Acaique, Beto Matuck, Cao Guimarães, Celina Portella, Celso Borges, Davi de Jesus do Nascimento, Duo Strangloscope, Elisa Pessoa Gê Viana e Iágor Peres,Giselle Beiguelman, Guerreiro do Divino Amor, Ingrid Barros, Jandir Gonçalves, João Angelini, Kadu Vassoler, Keyla Sankofa, Lia Chaia, Louise Botkay, Lucas Bambozzi, Maria Mazzillo, Marilá Dardot, Murilo Santos, Nat Maciel, Orlando Maneschy, Pablo Monteiro, Ramusyo Brasil, Tiago Rivaldo e Zimar.